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Mostrando postagens de Julho, 2017

1800 – O grito da família morta.

Ao longo da minha curta caminhada na cena teatral em Belém pude me deparar com três tipos de obras, todas as três bem distintas e com igual valor artístico. Na primeira o espectador tem diante dos seus olhos todo o desenrolar da história, a sua única missão é observar, o desfecho vem até ele. Na Segunda o espectador é imerso no espetáculo, ele faz parte do ambiente e pode até interagir com os atores, mas não influencia no resultado final. Já a terceira (classe onde esse espetáculo em questão se enquadra) é uma das mais difíceis formas de fazer teatro, é onde o espectador de fato faz parte da ambientação, é corpo artístico tanto quanto os atores, e muitas das vezes, a ele pertence o destino do desfecho. O Coletivo de teatro Zecas, vem apresentar a primeira parte de uma trilogia, e nos mostra o quão profundo pode ser a relação que temos com os lugares em que vivemos. Quando entro na antiga casa que serve de plano de fundo para o espetáculo, recebo de cara um peso em meus ombros, “Faça …